sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Stampede of Thoughts"

Ok. Foram necessários somente ¾ de uma chícara de café para que o lobo frontal do meu córtex cerebral entrasse em colapso. Trocando em miúdos, isso significa que minha cabeça entrou naquela de "pensar sem eu mandar".

Eu só queria algumas horas de estudo livre da perseguição insaciável da criatura Inconsciência, que insiste em me caçar todos os dias da minha vida, a mando do seu mestre, o Sono.

Pois bem. Onde está ela agora? Estendo os meus punhos para que venha e recoloque os seus grilhões, a fim de que me leve para o seu mais profundo calabouço até o próximo pôr do sol (que, por sinal, agora ficou bem sem graça e deselegante sem os hífens, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa).

O café libertou o Mr. Hyde adormecido no meu subconsciente, que agora fica lançando todos os meus pensamentos para fora da minha cabeça. E parece que ele não segue uma ordem definida, arremessando idéias aleatoriamente e numa velocidade que chega a estontear por vezes.

Suponho que, a essa hora, Dr. Jekyll deva estar passeando de mãos dadas com minha Inconsciência em algum lugar bem longe daqui. E sem pressa de voltar.

E de lá de dentro, a uma hora dessas, ainda surgem um Renato Russo, um Niemeyer e um Luís Fernando Veríssimo, todos com ótimas idéias e querendo produzir. Pena que todos eles ficam gritando ao mesmo tempo, sem parar nem mesmo para respirar. E eu no meio deles três, tentando ainda salvar os pensamentos atirados pelo Jekyll, fazendo um tremendo esforço para saber a quem escutar.

Pelo jeito foi o Luís que ganhou esta noite. Ou será que quem ganhou 'a' noite foi o Mr. Hyde?

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